Marcos Eifler | Agência ALRS
Porto Alegre/RS -
Com o afastamento de Heron Oliveira do cargo de superintendente
regional do Trabalho no Estado devido à suposta participação em esquema
de corrupção que envolveria facilitação para o fim de embargos em obras,
quem vai assumir o posto é o número 2 do órgão, Marco Antonio Ballejo
Canto. Mesmo com a troca, o PDT não deixará o comando da estrutura.
Apesar de ser servidor de carreira do Ministério do Trabalho, Ballejo Canto foi prefeito de Hulha Negra por três mandatos (1993 a 1996, 2001 a 2004 e 2005 a 2008). Liderou a emancipação do município e o comandou por 12 dos 21 anos de autonomia. A saída de Heron Oliveira foi acertada entre o ministro do Trabalho, Manoel Dias, e a cúpula do PDT no Estado.
Conforme Romildo Bolzan Jr, presidente estadual do PDT, a orientação do partido é para que Oliveira - ex-deputado pela legenda - se afaste para saber o que a Polícia Federal (PF) tem contra ele e se defender. Segundo Romildo, foi acertado com o ministro que o afastamento de Oliveira seria temporário. Caso não se prove nada contra ele, retornaria ao cargo.
Apesar do vínculo de Ballejo com a legenda, a sua atuação na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) deve ser técnica, sustenta o presidente do PDT. Como também existiriam disputas internas no partido pelo posto, não há garantias de que o novo superintendente terá vida longa na função.
O esquema descoberto pela PF envolveria o embargo de obras por fiscais da superintendência na Região Metropolitana de Porto Alegre e, depois, a indicação da empresa da área de segurança do trabalho que aceleraria a liberação dos empreendimentos.
De acordo com delegado Aldronei Rodrigues, da Unidade de Combate aos Desvios de Recursos Públicos, o auditor suspeito tinha a função de ser severo nas fiscalizações, criar dificuldades e depois vender facilidades para levantar o embargo e evitar problemas futuros.
Construtoras esperam por normas mais claras
A
PF aponta indícios de que Oliveira receberia vantagens de Antônio
Barata, dono da Worker Engenharia, empresa suspeita de liderar o esquema
pelo qual fiscais da SRTE embargariam obras por problemas de segurança
do trabalho.Apesar de ser servidor de carreira do Ministério do Trabalho, Ballejo Canto foi prefeito de Hulha Negra por três mandatos (1993 a 1996, 2001 a 2004 e 2005 a 2008). Liderou a emancipação do município e o comandou por 12 dos 21 anos de autonomia. A saída de Heron Oliveira foi acertada entre o ministro do Trabalho, Manoel Dias, e a cúpula do PDT no Estado.
Conforme Romildo Bolzan Jr, presidente estadual do PDT, a orientação do partido é para que Oliveira - ex-deputado pela legenda - se afaste para saber o que a Polícia Federal (PF) tem contra ele e se defender. Segundo Romildo, foi acertado com o ministro que o afastamento de Oliveira seria temporário. Caso não se prove nada contra ele, retornaria ao cargo.
Apesar do vínculo de Ballejo com a legenda, a sua atuação na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) deve ser técnica, sustenta o presidente do PDT. Como também existiriam disputas internas no partido pelo posto, não há garantias de que o novo superintendente terá vida longa na função.
O esquema descoberto pela PF envolveria o embargo de obras por fiscais da superintendência na Região Metropolitana de Porto Alegre e, depois, a indicação da empresa da área de segurança do trabalho que aceleraria a liberação dos empreendimentos.
De acordo com delegado Aldronei Rodrigues, da Unidade de Combate aos Desvios de Recursos Públicos, o auditor suspeito tinha a função de ser severo nas fiscalizações, criar dificuldades e depois vender facilidades para levantar o embargo e evitar problemas futuros.
Construtoras esperam por normas mais claras
A empresa seria, então, contratada para liberar o canteiro. Durante as investigações, foi apurado que o superintendente tinha relação próxima com Barata.
Para o setor da construção civil, a revelação das irregularidades também pode ajudar a resolver o problema de falta de regras objetivas relacionadas à segurança do trabalho nos canteiros.
- O problema é que não existem normas claras. Cada fiscal atua da sua maneira. Tudo é subjetivo. Tem obra que ficou mais de 300 dias embargada - reclama Ricardo Antunes Sessegolo, presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Rio Grande do Sul (Sinduscon).
Sessegolo conta que, na quarta-feira passada, um dia antes de a operação ser deflagrada pela PF, teve reunião sobre o assunto com Heron Oliveira e Ballejo. E uma semana antes, em Brasília, tratou do tema com o próprio ministro Manoel Dias.
Conforme Sessegolo, Ballejo tem perfil aberto ao diálogo. O presidente do Sinduscon espera que, por conhecer o assunto, o novo superintendente ajude na proposta de unificar a forma de atuação dos fiscais no Estado.
A PF antecipou a chamada operação W, prevista apenas para março, porque teria interceptado conversas sobre o planejamento de um acidente para matar um auditor-fiscal que não participava do esquema.
Fonte: Revista Proteção.